segunda-feira, 1 de setembro de 2014

UM DOMINGO ANIMADO COM A TURMA DA NAÇÃO VERMELHA (2)


POESIA: TRÊS GLOSAS DE ANDRADE LIMA


O silêncio chegou e à madrugada
Faz pra mim companhia no meu quarto.
Adormeço na cama e quando parto
É nos sonhos que abraço a minha amada.
Sua pele macia e perfumada
Tem o cheiro sublime de uma flor.
Os seus lábios macios tem mais cor
Que a maçã, o morango e outra fruta.
Quando beijo você, minha matuta
Sinto o gosto do mel que tem no amor.

Quem vende fiado dança
Eu vendi e não recebi
Quando apanhei percebi
E perdi a confiança.
Comecei fazer cobrança
Para não vê o meu fim.
Mas, eu passei por ruim
Vendo contas em "relevo"
"Eu hoje engano a quem devo
E cobro a quem deve a mim".
.
Glosa: Andrade Lima.
Mote: Raphael Moura

Eu fui bom pra você até demais
Desde o luxo ao amor que oferecia.
Mas você não quis minha companhia
Preferiu caminhar sem ideais.
Conheci do teu corpo os sinais,
Quando foste por mim um dia amada.
Quem está com você hoje na estrada,
Não lhe dá amor do jeito q'eu dou.
" A mulher que eu amava me deixou
Pra viver com quem não presta pra nada." 

Pesquisa mostra que 65% dos pacientes com câncer seguem fumando

Levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com pacientes da instituição mostra que 65% dos pacientes fumantes não conseguem largar o cigarro mesmo após receber o diagnóstico da doença. O coordenador de Apoio ao Tabagista do instituto, Frederico Fernandes, disse que o resultado da pesquisa foi surpreendente. “Nós imaginávamos, justamente, que uma pessoa que fumasse, na hora de receber o diagnóstico de câncer ficasse motivada a parar, pelo fato de ter desenvolvido uma doença relacionada ao tabagismo”, ressaltou em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o médico, apesar da vontade dos pacientes de largar o tabaco, o vício é muito forte. “Quando a gente conversa com esses pacientes, vemos que eles têm vontade, estão motivados, mas, pelo fato de ter um nível alto de dependência da nicotina, não conseguem parar ou reduzir”, contou.

A situação se agrava, de acordo com Fernandes, pelo fato de o cigarro ser uma válvula de escape de grande parte dessas pessoas ao lidar com situações difíceis. “E, muitas vezes, quando a pessoa recebe um diagnóstico como esse, acentua os traços de ansiedade. Com isso, ela acaba não conseguindo largar o cigarro por não conseguir canalizar a ansiedade contra a doença em outra coisa”, explica o médico.

Além de ser um fator que contribui para o surgimento do câncer, Fernandes destaca que o cigarro pode atrapalhar o tratamento. “Alguns tipos de quimioterapia têm menor eficácia quando a pessoa continua fumando e recebendo o tratamento”, enfatiza. Fumar também interfere na cicatrização e recuperação de cirurgias. “Se uma pessoa é submetida a uma cirurgia, parando de fumar ela tem uma cicatrização melhor e um pós-operatório menos complicado”, acrescenta.

Há ainda, segundo o médico, o problema da fragilização do sistema respiratório. “Uma das principais complicações que ocorrem no tratamento de câncer são as infecções respiratórias. E a pessoa que fuma tem chance maior de contrair uma infecção durante o tratamento do câncer”.

Por isso, o Icesp montou uma equipe para apoiar os pacientes que querem deixar o cigarro. “Nós temos uma equipe multiprofissional, composta por psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e médicos, que vai dar um tratamento baseado tanto em medidas comportamentais, quanto em medicações, para tentar diminuir o vício”, detalha Fernandes.

Uma das principais linhas de atuação do grupo é, justamente, ajudar os fumantes a lidar com a ansiedade sem o tabaco. “Ensinar como lidar com as situações de problema, com o stress do dia a dia, sem precisar recorrer ao cigarro, coisa que muitos deles estão acostumados a recorrer desde a adolescência”, explica o médico.JC
 
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